Quase sempre contrária a tudo, não gosto do que é comum a
todos, tão pouco me influencio pela vontade alheia. Formo opinião de forma
rápida, mas quando se trata de pessoas, por vezes, espero tempo de mais para
afastar o que é improdutivo. Há sempre aquela esperança, quase que ingênua, de
que o mal possa ser revertido em bem.
Não uso o coração para medir meus passos, prefiro andar no
caminho lúcido da razão. Há quem o diga sem graça, sem muitas cores, mas
certamente é o mais seguro e concreto.
Há algo que é comum a todos, incontáveis às vezes em que desperdicei
tempo com coisas inúteis e pessoas levianas, mas me conformo, cada dia que
passa isso se torna cada vez menos frequente.
Tenho uma mania quase que doentia de querer tirar dos que me
cercam sempre o melhor, o que se torna quase utopia, pois não há o que se
extrair de pessoas vazias.
Estar entre os que fazem parte da minha vida chega a se
tornar desgastante, desconfiada, arredia, extremamente crítica, o que contrasta
com a celeridade com que me desapego do que não se faz necessário.
De todos os defeitos o que prevalece é a sinceridade, que honestamente,
beira a grosseria, singelamente odiada pela maioria, mas que ainda considero
como uma virtude de poucos.
E para quem acha
sinceridade qualidade, doce ilusão! Nos dias de hoje, falar a verdade é quase
uma ofensa.
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